Leitura acadêmica estruturada do eletrocardiograma
ECG: leitura estruturada e sinais de risco cardioembólico
A leitura em camadas compara ritmo, frequência, intervalos, condução, segmento ST-T
e sinais de sobrecarga. O objetivo é reconhecer padrões que merecem investigação,
especialmente fibrilação atrial e outras pistas relacionadas ao risco cardioembólico.
Um ECG isolado não confirma trombo, não exclui fibrilação paroxística e não calcula
sozinho a probabilidade de AVC.
Bancada local
Organizar uma leitura acadêmica
Carregue um sinal digital em CSV/TXT para fazer uma análise técnica local, ou use uma
imagem/PDF para organizar a leitura manual. Nenhum arquivo é enviado para servidor.
Nenhum traçado selecionado.
Serve para conhecer o fluxo; não representa um paciente.
A análise automática funciona apenas com amostras numéricas. Foto e PDF ainda exigem
marcação manual dos eixos abaixo.
Formato CSV aceito
Primeira linha com os nomes das colunas. Exemplo:
time,I,II,III,aVR,aVL,aVF,V1,V2,V3,V4,V5,V6
Aceita vírgula, ponto e vírgula ou tabulação. A coluna de tempo permite detectar os Hz.
Leitura automática experimental
Análise técnica do sinal
Aguardando
Resultado acadêmico e experimental. Detecta características do sinal, não substitui
interpretação profissional, não confirma fibrilação atrial, infarto ou risco de AVC e
não deve orientar tratamento.
Rascunho estruturado
Resumo da leitura
DOD Performance
Conteúdo educacional. Leitura automatizada como apoio à revisão do traçado.
ECG
Do traçado normal ao sinal de alerta
Uma leitura organizada separa achado elétrico, hipótese clínica e necessidade de confirmação.
01 Ritmo e fibrilação02 Segmento ST-T e ondas Q03 Sobrecargas e condução
Roteiros de interpretação
Quatro modos para ler o padrão do ECG
O modo sistemático evita omissões. Os modos dirigidos reorganizam a mesma leitura conforme
a pergunta acadêmica, sem transformar um achado isolado em diagnóstico ou conduta.
Modo 01
Leitura sistemática completa
É o roteiro-base. Deve ser concluído antes de aprofundar qualquer padrão específico.
Saída esperada
Descrição objetiva, comparação disponível e uma conclusão que separe achado, hipótese e limite.
Qualidade e calibraçãoIdentificação, 12 derivações, artefatos, velocidade e ganho.
Frequência e regularidadeFrequência ventricular, padrão dos RR e pausas.
Ritmo e atividade atrialOndas P, relação P–QRS e origem provável do ritmo.
Eixo e intervalosEixo frontal, PR, duração do QRS e QT/QTc.
Morfologia do QRSProgressão de R, ondas Q, bloqueios, pré-excitação e ectopias.
ST, T e repolarizaçãoDistribuição por derivações contíguas e alterações recíprocas.
SobrecargasCritérios atriais e ventriculares, sempre como pistas elétricas.
Síntese e comparaçãoComparar com ECG prévio, sintomas, exames e contexto clínico.
Modo 02
Ritmo e pistas cardioembólicas
Prioriza atividade atrial e irregularidade, sem calcular risco de AVC a partir do ECG isolado.
Ponto de segurança
Um traçado breve sem FA não exclui FA paroxística; pode ser necessária monitorização mais longa.
Validar o trechoDuração, ruído, derivação escolhida e complexos suficientes.
Mapear os RRRegularidade, variabilidade, pausas e padrões repetitivos.
Procurar ondas PPresença, morfologia, organização e relação com cada QRS.
Classificar o padrãoSinusal, FA/flutter suspeitos, ectopias ou ritmo ainda indeterminado.
Buscar sinais associadosAlteração atrial, frequência, condução e ectopias.
Definir confirmaçãoECG prolongado, Holter ou monitorização conforme o contexto profissional.
Modo 03
ST-T, isquemia e lesão
Organiza território, dinâmica e reciprocidade. O ECG participa da investigação, mas não funciona sozinho.
Ponto de segurança
Sintomas compatíveis ou padrão potencialmente agudo exigem avaliação profissional imediata.
Registrar tempo e sintomasRelacionar o traçado ao momento clínico e à evolução.
Conferir a linha de baseArtefato, bloqueio, ritmo estimulado e outras interferências.
Mapear derivações contíguasElevação ou depressão de ST por região elétrica.
Revisar T e QInversão de T, ondas Q e alterações recíprocas.
Comparar em sérieBuscar mudança dinâmica e confrontar com ECG anterior.
CorrelacionarIntegrar biomarcadores, imagem e avaliação clínica.
Modo 04
Condução, intervalos e sobrecarga
Separa atraso elétrico, morfologia ventricular e critérios de remodelamento.
Ponto de segurança
Critério de voltagem não confirma hipertrofia; estrutura e função dependem de correlação por imagem.
Medir PR, QRS e QTcVerificar método, frequência e limites técnicos da medição.
Avaliar condução AVRelação P–QRS, bloqueios, dissociação e pausas.
Avaliar condução ventricularBloqueios de ramo, fasciculares e QRS alargado.
Revisar eixo e voltagensPadrões de desvio, critérios atriais e ventriculares.
Procurar strain e progressãoRepolarização secundária e progressão de R.
Confirmar contexto estruturalComparar com ecocardiograma, imagem e ECG anterior.
Confere calibração, frequência, regularidade, ritmo sinusal, eixo e intervalos PR, QRS e QTc. Um ECG normal não exclui arritmia intermitente.
02
Ritmo, FA e flutter
Procura ondas P organizadas, regularidade dos intervalos RR, atividade atrial e resposta ventricular. Suspeitas exigem confirmação no traçado ou monitorização.
03
Condução e intervalos
Sinaliza bloqueios AV, bloqueios de ramo, QRS alargado, pausas e QTc alterado. Esses achados mudam a prioridade, mas não definem a causa sozinhos.
04
Segmento ST-T e lesão
Mapeia elevação ou depressão de ST, inversões de T e ondas Q. Padrões potencialmente agudos precisam de correlação clínica imediata e avaliação profissional.
05
Sobrecargas e remodelamento
Organiza sinais de alteração atrial e critérios de hipertrofia ou strain ventricular. São pistas elétricas; ecocardiograma e contexto confirmam a estrutura.
06
Ectopias, pausas e frequência
Classifica extrassístoles, taquicardia, bradicardia e pausas. A carga arrítmica depende de registro mais longo quando o ECG curto não captura o evento.
Camadas de evidência
Como a leitura chega ao risco
Primeiro descrevemos o traçado. Depois classificamos o grau de alerta e cruzamos com
história, sintomas, fatores clínicos e exames complementares. Escores tromboembólicos,
anticoagulação e conduta nunca são derivados apenas do ECG.
DescreverSeparar normalidade, variante e alteração mensurável sem transformar sinal em diagnóstico.
SinalizarDestacar FA/flutter, padrões ST-T, ondas Q, sobrecargas, distúrbios de condução e eventos arrítmicos.
ConfirmarIndicar quando monitorização prolongada, ecocardiograma, imagem ou avaliação urgente são necessários.